Ser eficiente a pasto é uma obrigação!

Resumo

Hoje, você ser eficiente nos processos produtivos, aproveitando ao máximo o potencial de sua fazenda, é mais que um diferencial, é uma necessidade para obter rentabilidade diante de um sistema de produção com custos cada vez mais elevado. 

Nesse artigo vamos mostra de forma simples, rápida e objetiva como podemos ser eficientes na produção de pastagens. Se buscar ser eficiente em seu sistema de produção de gado de corte, fique com a gente. 

Eficiência – Sinônimo de lucratividade na pecuária de corte.

No Brasil, as pastagens compõem a maior parte da dieta de bovinos ao longo do seu ciclo de produção, principalmente devido ao clima favorável e a vasta extensão territorial para o seu cultivo, sendo considerada a forma mais econômica de alimentação na bovinocultura. Com a alta no preço dos insumos nos últimos anos ser eficiente a pasto seria a melhor saída para uma pecuária sustentável. Porém, se o pasto é a forma mais econômica de alimentação por que ainda somos ineficientes na produção e no seu aproveitamento?

Segundo a Lapig (2018) cerca de 54% da área total de pastagem no Brasil se encontra em algum estágio de degradação. Em algumas dessas áreas frequentemente podemos observar lotações de 0,5 UA/ha, desempenho abaixo dos 500 g/dia no período das águas e perda de peso na seca, resquícios de uma pecuária do passado que ainda assombra o produtor.

Mas quais são os fatores que incidem sobre essa ineficiência? Falta de manejo e gestão do pasto! Falta ao produtor entender que o pasto é uma lavoura que necessita de cuidados permanentes que englobem o solo, a planta e o animal. É fundamental realizar a análise do solo para conhecer e monitorar a concentração de nutrientes e se necessário utilizar corretivos e adubos, pois a produção de forragem tem relação direta com a disponibilidade e a absorção de nutrientes via solo (Tabela 1).

Tabela 1. Produção de forragem (t ha-1) por corte em função da calagem e da adubação com N-P-K.

Fonte: Adaptado de Portel (2018).

Na planta, o manejo por altura (entrada e saída) é uma ferramenta prática e de baixo custo que tem como objetivo garantir que o pasto esteja em quantidade e qualidade ideais para sua colheita pelo animal, resultando em melhoria no desempenho animal. Pastos manejados acima da altura recomendada apresentam redução da proporção de folhas e aumento de caule, o que reduz a sua qualidade nutricional (Tabela 2). 

Tabela 2. Efeito da altura do capim-mombaça na composição morfológica e na qualidade nutricional.

Fonte: Adaptado de Bueno (2003).

Para os animais, cerca de 60 a 90% do ganho de peso do animal é determinado pelo consumo de forragem que tem relação direta com a estrutura e a oferta de forragem, além da qualidade da água fornecida aos animais. Pastos onde a lotação é maior que a capacidade de suporte, o desempenho animal é extremamente afetado, pois há redução da estrutura e da oferta de forragem ocasionando queda no consumo (Tabela 3). Assim, o ajuste da lotação se torna essencial para garantir boa estrutura e oferta de forragem ao longo do ano.

Tabela 3. Fatores que afetam o consumo de forragem por animais a pasto.

Fonte: Alves (2013), Gontijo Neto et al. (2006).

Portanto, a eficiência do uso do pasto está ligada ao manejo adequado do solo (adubos e corretivos), da planta (altura de entrada e saída) e do animal (boa oferta de forragem e água de qualidade), dando condições favoráveis para boa produção de forragem, sendo essa colhida no ponto ideal e em boa oferta, o que garante alto consumo e desempenho.

Nesse contexto, as tecnologias entram com forte influência nesse processo, pois contribuem para que o manejo das pastagens seja realizado de forma mais eficiente, permitindo que haja planejamento, gestão e análise de oportunidades para montarmos as melhores estratégias do planejamento forrageiro. 

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Referências bibliográficas

ALVES, D. O. (2013). Consumo de forragem e produção de leite de vacas mestiças em pastagem de capim-xaraés. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Zootecnia, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

BUENO, A. A. O. (2003). Características estruturais do dossel forrageiro, valor nutritivo e produção de forragem em pastos de capim-mombaça submetidos a regimes de lotação intermitente. Dissertação de Mestrado, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, Piracicaba.

GONTIJO NETO, M. M. et al. (2006). Consumo e tempo diário de pastejo por novilhos Nelore em pastagem de capim-tanzânia sob diferentes ofertas de forragem. Revista Brasileira de Zootecnia, vol.35, n.1, pp.60-66.

LAPIG (2018) – Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento.

PORTEL, M. J. P. (2018). Calagem, gessagem e adubação no estabelecimento de capim-mombaça na Amazônia Ocidental. Trabalho de conclusão de curso, Universidade Federal de Rondônia.

Autor:

Angel Amaral Seixas

Angel Amaral Seixas

Dr. em Zootecnia

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